Maria Luiza Arzberger

 

Livro Viver a 2

Muitos daqueles que me conhecem sabem o quanto prezo a vida a dois e que acredito no amor nas suas diversas formas. Conheço intimamente a felicidade transparecida pelas faces dos bem amados. E agora, com 54 anos tenho a vantagem de já ter aprendido bastante, visto o suficiente e sofrido o desnecessário. Cresci a ponto de ter certeza que nos amarmos, estando sozinhos ou acompanhados, é o que realmente importa.

Fazer o curso de Jornalismo nos anos 70 incrementou minha objetividade e a simplicidade em ver o nu e cru. Já o curso de Letras nos anos 90 deu uma reviravolta romântico-poética em tudo. Estudar e trabalhar por mais de uma década com inglês no mundo dos negócios enxugou os extras mais uma vez. Mas, fui modificando e querendo ver mais um pouco. Viajei para o velho mundo, mas o que eu queria mesmo era encontrar os meus limites, aprender e vivenciar tudo que fosse possivel.

Com uma mudança de parâmetros, percebi claramente o quanto as pessoas sofrem, mas ao mesmo tempo menosprezam as relações entre si.

Em meio a essa névoa cerebral invasora, a listagem de regras do bem viver misturou-se aos aromas dos incensos e surgiu o “Manual Prático de Viver a Dois”. Fiquei feliz ao ver que aqueles poucos que leram o original se interessaram bastante pelos pontos ali tratados.

Os assuntos que perturbam uma convivência saudável são detalhes, detalhes como o de não saber cozinhar e encantar; ser desorganizado ou sujo nos hábitos do dia-a-dia. Detalhes que crescem e se avolumam até a discussão de gastar ou economizar em excesso; a descrença; o menosprezo às tradições, as datas de aniversários esquecidas; a desinformação, as pequenas viagens a sós que nunca mais acham espaço.

Ficarei muito feliz se souber que esse “Manual Prático” trouxe boas ideias, aconchego, respostas e principalmente bons momentos na vida a dois.